Windows 11 em Janeiro de 2026: Entre Correções de Segurança e Otimização de Desempenho

O início de 2026 trouxe movimentação intensa para os usuários do Windows 11. A Microsoft liberou a atualização cumulativa KB5074109, focada nas versões 24H2 e 25H2, que chega com a promessa de resolver mais de uma centena de vulnerabilidades e melhorar a eficiência energética. No entanto, o pacote tem se mostrado uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que blinda o sistema, traz falhas que podem inviabilizar o trabalho de profissionais e frustrar a comunidade gamer. Paralelamente a esse debate sobre atualizar ou não, a performance do sistema continua sendo uma pauta central, especialmente quando o assunto é a lentidão na inicialização, algo que muitas vezes pode ser resolvido sem depender de correções da desenvolvedora.

O que há de novo na atualização KB5074109

Para o usuário doméstico comum, o update soa indispensável. O grande destaque é o fechamento de 114 brechas de segurança, tornando a instalação altamente recomendada para quem prioriza a integridade dos dados. Além disso, donos de laptops modernos com Unidades de Processamento Neural (NPUs) devem notar um ganho real na autonomia da bateria. Foi corrigida uma falha que mantinha esses processadores ativos mesmo quando o computador estava ocioso, drenando energia desnecessariamente.

A usabilidade também recebeu atenção. O Explorador de Arquivos agora exibe uma seção de “Recomendados”, sugerindo arquivos frequentes para quem usa uma conta Microsoft, e o Modo Escuro foi refinado para oferecer maior consistência visual. A integração com dispositivos móveis foi facilitada: agora é possível gerar QR codes para links e arquivos na nuvem diretamente da janela de compartilhamento, além de uma nova facilidade para conectar ao Hotspot Móvel via código QR. O Menu Iniciar também ficou mais inteligente, permitindo arrastar aplicativos diretamente para a barra de tarefas.

Falhas críticas exigem cautela

Apesar das novidades, a estabilidade do sistema foi comprometida para grupos específicos. O problema mais grave afeta usuários do Azure Virtual Desktop (AVD), que relatam um erro fatal de autenticação (código 0x8008005), bloqueando totalmente o acesso remoto. Para profissionais que dependem dessa ferramenta, a única solução no momento é desinstalar a atualização.

Os jogadores também enfrentam dores de cabeça. Há relatos consistentes, principalmente de quem utiliza placas de vídeo NVIDIA, de quedas bruscas de desempenho, com perdas estimadas em cerca de 20 FPS após a instalação. Outro bug curioso envolve a formatação de pendrives, com o Windows falhando ao tentar formatar unidades no sistema de arquivos FAT32. Diante disso, a recomendação é clara: usuários domésticos devem atualizar pela segurança, mas gamers e profissionais que usam AVD devem esperar por um hotfix.

Desempenho além das atualizações: Otimizando a inicialização

Independentemente de você instalar ou não a nova atualização, muitos usuários enfrentam uma lentidão crônica ao ligar o PC que nada tem a ver com bugs do sistema, mas sim com o excesso de aplicativos configurados para iniciar junto com o Windows. É aquele momento clássico: você liga o computador pronto para trabalhar ou jogar, mas acaba pegando o celular para passar o tempo enquanto o sistema “pensa”.

Isso ocorre porque softwares como antivírus, OneDrive, Slack, clientes de jogos e ferramentas de backup costumam se configurar automaticamente para rodar na inicialização. Embora não sejam necessariamente “bloatware” (softwares indesejados), o acúmulo desses processos consome recursos preciosos de CPU e disco, deixando tudo mais arrastado. Felizmente, o Windows 11 oferece caminhos nativos para retomar o controle da sua máquina.

Gerenciando o arranque pelo Gerenciador de Tarefas

Uma das formas mais eficazes de resolver isso é via Gerenciador de Tarefas. Clicando com o botão direito no ícone do Menu Iniciar e selecionando a ferramenta (ou buscando por ela), você acessa a aba “Aplicativos de inicialização”. O sistema lista tudo o que roda no boot e, mais importante, classifica o “Impacto na inicialização” como alto, médio ou baixo.

A Microsoft define alto impacto quando o uso da CPU supera um segundo ou o uso de disco ultrapassa 3 MB. Basta clicar com o botão direito sobre o aplicativo desejado e selecionar “Desabilitar”. É uma maneira cirúrgica de aliviar o sistema sem desinstalar o programa.

Ajustes via Configurações e Explorador de Arquivos

Para quem prefere uma interface mais amigável, o menu Configurações > Aplicativos > Inicialização oferece a mesma funcionalidade com botões de alternância simples. Às vezes, você pode ver uma entrada sem nome ou com a mensagem “Não foi possível encontrar este aplicativo”. Isso geralmente indica resquícios de programas desinstalados ou instalados em drives externos que não estão conectados.

Existe ainda um método mais avançado para softwares teimosos que não aparecem nas listas convencionais. Usando o comando “Executar” (Win + R) e digitando shell:startup (para o usuário atual) ou shell:common startup (para todos os usuários), o Windows abre a pasta onde ficam os atalhos de inicialização. Ali, você pode excluir atalhos indesejados ou, inversamente, arrastar ícones de programas que você quer que iniciem automaticamente.

O que desativar com segurança

Na hora de limpar a inicialização, o bom senso prevalece. Ferramentas de segurança como Microsoft Defender, Norton ou McAfee devem permanecer ativas, assim como drivers essenciais de áudio e vídeo. Já lançadores de jogos (Steam, Epic), ferramentas de chat (Teams, Discord) e assistentes como o Copilot podem ser desativados se você não os usa imediatamente ao ligar o PC. Se houver dúvida sobre um processo específico, uma rápida pesquisa online pelo nome do executável costuma esclarecer sua função, garantindo que você não desligue nada vital para o funcionamento do computador.